11 nomes
Este site não é fonte: é intermediário. Quem pesquisou, escreveu e sustentou o que está nos dez capítulos são estas pessoas. A ordem é a de quem aparece mais no que foi escrito aqui, e cada ficha leva aos livros na estante.
Psicóloga e pesquisadora, é quem levou a discussão sobre branquitude ao grande público brasileiro. Formulou a ideia de pacto narcísico: o acordo silencioso entre pessoas brancas que mantém o próprio grupo nas posições de decisão sem que ninguém precise combinar nada.
Filósofa e escritora. Desfez o mal-entendido mais comum sobre lugar de fala: não é sobre quem tem permissão para falar, e sim sobre de que posição social se fala e o que dali se enxerga.
Intelectual e militante, articulou raça, gênero e classe quando quase ninguém fazia isso no Brasil, e nomeou o racismo brasileiro que se afirma inexistente. Morreu em 1994; sua obra só foi reunida e reeditada décadas depois.
Escritora e artista portuguesa. Analisa o racismo do dia a dia a partir de episódios concretos, e explica por que a reação de quem é corrigido costuma ser tão previsível.
Psicóloga social, pesquisou como pessoas brancas em São Paulo vivem e hierarquizam a própria brancura. É dela a escala que dá nome aos tons deste site: encardido, branco, branquíssimo.
Jurista e filósofo. Sua formulação de racismo estrutural é a porta de entrada mais usada no Brasil para entender que o problema opera pelas instituições, e não pela intenção de indivíduos.
Ator, poeta, político e militante. Fundou o Teatro Experimental do Negro e tratou a política brasileira para a população negra depois da abolição como um projeto de eliminação — cultural, física e simbólica.
Antropólogo congolês radicado no Brasil. Mostrou que a mestiçagem foi promovida aqui como caminho para o embranquecimento da população, e não como projeto de igualdade.
Psiquiatra e pensador martinicano. Escreveu em 1952 sobre o efeito psíquico do colonialismo e da norma branca em quem é colonizado — fundamento de boa parte do que se escreveu sobre raça depois dele.
Sociólogo. Suas pesquisas nos anos 1950 e 1960 mostraram, com dado na mão, que a população negra foi empurrada para fora do mercado de trabalho livre em formação — e ajudaram a desmontar o mito da democracia racial.
Historiadora e antropóloga. Estuda como a ciência e a imagem foram usadas no Brasil para produzir e sustentar hierarquia racial.